Inga Stenøien 

Inga Stenøien – guitarra clássica 

Inga Stenøien é uma das mais originais artistas a surgir do que parece ser um viveiro inesgotável de talento, a Noruega. Guitarrista, improvisadora e compositora de Trondheim, conhecida por uma forte expressão e estilo único, explora os extremos da guitarra através da improvisação livre, criando paisagens sonoras sensíveis e explosivas.    

Graduou-se em Interpretação de Música Clássica e Contemporânea na Academia Norueguesa de Música de Oslo, em 2021, e completou o mestrado em Performance e Composição Contemporânea (CoPeCo), no Royal College of Music em Estocolmo, em 2024. Tem tocado em festivais como Kongsberg Jazzfestival, Blow Out Festival, Ung Komponist Festival, Motvindfestivalen i Middelalderskogen e Gutvik Ukentlig. 

Local: Auditório da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa

Bilhetes à venda na Ticketline

Old Mountain 

Camila Nebbia – saxofone tenor 

Pedro Branco – piano 

Hernani Faustino – contrabaixo 

Drew Gress – contrabaixo 

João Sousa – bateria 

Old Mountain é o projeto dilecto dos músicos Pedro Branco e João Sousa e certamente um dos mais fascinantes projetos do jazz feito em Portugal. Depois de dois discos Parallels e This Is Not Our Music (2020), dezenas de convidados e de anos de concertos e amizade, surgem agora com a sua nova metamorfose com Branco a trocar a guitarra pelo piano e dois contrabaixos a juntarem-se à aventura. O novo disco Another State of Rhythm saiu em fevereiro de 2024 pela editora Clean Feed; conta com a participação do histórico saxofonista norte-americano Tony Malaby e dos contrabaixistas João Hasselberg e Hernâni Faustino. A música vive entre o fervor e a criatividade da música improvisada e o lirismo e nostalgia das composições tão próprias do duo. Por ocasião do festival CAUSA/EFEITO aproveitam para estrear uma formação totalmente original onde contam com a participação especial do contrabaixista Drew Gress e da saxofonista argentina Camila Nebbia.

Baterista reconhecido no panorama nacional e compositor pouco ortodoxo, João Sousa move-se no universo da improvisação, do jazz e música de autor independente.  Entre diferentes colaborações artísticas destacam-se, para além dos Old Mountain, os Garfo, coletivo premiado em 2021 — grupo revelação do ano RTP/festa do Jazz —, que conta com dois discos editados. Como sideman faz parte de Branco toca Marco Paulo, P.S. Lucas, OJS, Lisa Sereno, Narciso, Fuchsia trio, Motian & More de Hernâni Faustino ou o trio de Desidério Lázaro.
 

Pedro Branco é um dos guitarristas portugueses mais requisitados tanto na área da música improvisada como na da música alternativa independente. Membro da banda You Can’t Win, Charlie Brown e fundador do projeto Old Mountain, participa ou participou nos mais variados projetos com nomes tão díspares como Tiago Bettencourt, Fausto Bordalo Dias (concerto 40 anos Por Este Rio Acima), Mazgani, Lavoisier, Afonso Cabral ou Noiserv. Na sua recente discografia note-se o seu primeiro disco a solo A Narrativa Épica do Quotidiano, o disco a meias com Tape Junk “Bolero” ou o seu projeto iconoclasta Branco toca Marco Paulo que espera a edição do primeiro disco já este ano.

Hernani Faustino é presença assídua em muitas das paragens de verdadeiro interesse e revelação nas músicas do jazz, da improvisação, da liberdade. Iniciando-se no baixo elétrico do rock mais disruptivo ainda na década de 80, com os K4 Quadrado Azul, transferiu o seu talento para o contrabaixo, em muitas e diversas colaborações e formações. Em novembro de 2007, fundou o RED trio com o pianista Rodrigo Pinheiro e o baterista Gabriel Ferrandini. O primeiro disco do trio foi considerado o debut do ano para a publicação The New York City Jazz Record em 2010. Actualmente participa nos grupos Motian & More, Manifesto, com José Lencastre e Susan Alcorn, e o novo quarteto do saxofonista Rodrigo Amado. Integrou o Trio/Quintet do saxofonista japonês Nobuyasu Furuya com o qual gravou “Bendowa”. Em 2019 fez música para a peça de teatro E eles não racharam, com encenação de Jorge Castro Guedes. É um dos co-fundadores da editora Phonogram Unit. Em concerto já tocou ao lado dos músicos relevantes da cena internacional como John Butcher, Mats Gustafsson, Nate Wooley, Alexander von Schlippenbach, Agustí Fernandez, Axel Dorner, Lotte Anker, Mattias Stahl, Carlos Zíngaro, Susana Santos Silva, Jason Stein, Rob Mazurek, Jon Irabagon, Daniel Carter, Elliott Levin, Dennis Gonzalez, Taylor Ho Bynum entre outros.   

Camila Nebbia, nasceu em Buenos Aires, actualmente radicada em Berlim. É saxofonista, compositora, improvisadora, artista visual e curadora. Descrita pela revista Jazz PT como “uma saxofonista incontornável do nosso tempo”, a artista multidisciplinar estratifica a sua prática através da criação e destruição da memória arquivística, explorando os conceitos de identidade, migração e memória através do seu trabalho. O seu mais recente álbum solo –‘una ofrenda a la ausencia’ para a editora Relative Pitch Records – foi descrito pela NYC Jazz Record como um ‘álbum humano e pessoal, surpreendendo os ouvintes com uma abordagem apaixonada ao jazz’. Tocou e gravou com diversos artistas da cena internacional como Marilyn Crispell, Michael Formanek, Angelica Sanchez, Randy Peterson, Tom Rainey, Vinnie Sperrazza, Katt Hernandez, Kenneth Jimenez, Lesley Mok, Susana Santos Silva, Elsa Bergman, l’ Coletivo Arfi de Lyon, Joanna Mattrey, Vincent Dromowski’s Flow regulador, Kit Downes, Andrew Lisle, John Hughes, entre outros. Fundou, juntamente com Maria Grand e Marta Sanchez, a editora independente Lilaila. É curadora do festival interdisciplinar “Guillotina” em Buenos Aires, da série de concertos em streaming “Uma porta na montanha” e da série Disfigured Rivers sediada em Berlim. Faz ainda parte da equipe que organiza o ciclo de música experimental Future Bash Reloaded. 

Drew Gress é um contrabaixista/compositor de jazz americano, nascido em 1959 em Trenton, Nova Jersey. Cresceu em Filadélfia e atualmente mora em Nova York. Gress era adolescente quando o jazz e o contrabaixo se tornaram uma paixão. Juntou-se à Pennsbury Concert Jazz Band em 1975 e passou dois anos como baixista e arranjador da banda. Em 1977, o interesse de Gress pela composição para large ensemble, como os de Johnny Richards e Billy May, levou-o à Towson University, em Baltimore. Lá estudou composição com Hank Levy (conhecido por seu trabalho com Stan Kenton e Don Ellis), e tornou-se amigo do saxofonista Ellery Eskelin, com quem fundou o quarteto Joint Venture (integrando Paul Smoker, na trompete, e Phil Haynes na bateria). Gress foi também membro do Conservatório Peabody e do corpo docente da Towson State University. Em 1989, formou o Tekke com Glenn Cashman e Michael Smith; em 1997 foi cofundador do grupo Paraphrase, um coletivo de improvisação com o compositor/saxofonista Tim Berne e o baterista Tom Rainey. Em 1998 Drew Gress lançou Heyday com o grupo Jagged Sky, que contou com Kenny Wollesen, Ben Monder e David Binney. 

 

Local: Auditório da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa

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Pasquale Caló / Rodrigo Pinheiro 

Pasquale Caló – saxofone tenor 

Rodrigo Pinheiro – piano 

Numa época em que o chamado “jazz espiritual” parece ter-se tornado moda — não será todo o jazz de certa forma espiritual? —, não passando muitas vezes de fútil exercício de estilo à medida daqueles que poucas referências têm, Pasquale Caló é quase um oásis. A sua música bebeu na transcendência da fase mais free de John Coltrane; mas mais do que revisitar, Caló reelabora.   

Rodrigo Pinheiro, talvez o mais dotado pianista da livre improvisação em Portugal, tem-se destacado ao lado de Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini num dos mais importantes combos da história da improvisação contemporânea nacional, o RED Trio. 

 

Se Caló se mantém fiel à linguagem do jazz aberto e espiritual, Pinheiro atira-se a tudo, capaz de grande versatilidade de estilos e linguagens, com a mesma perspicácia e sensibilidade. 

 

Mais do que colocar em contraste estes dois músicos, a proposta é proporcionar-lhes uma nova ideia de construção/desconstrução rompendo as barreiras apenas aparentes. 

 

Pasquale Caló nasceu em Barletta, Italia, em 1987, iniciando o estudo do saxofone aos 12 anos, no Conservatório de Bari. No mestrado em improvisação (2009-2011) realizado no Siena Jazz Fondation, teve a oportunidade de estudar com grandes personalidades do jazz internacional, designadamente italiano, como George Garzone, Achille Succi, Ralph Alessi, Enrico Rava, Gianluca Petrella, Michael Blake, Jeff Ballard, Billy Hart, Tim Berne, Anders Jormin, Steve Turré, Gianluigi Trovesi, Marc Ducret e Bruno Tommaso. 

Em 2009 fundou o Improvisers Collective Mediterraneo Radicale, à frente do qual organizou, em várias cidades europeias e no Brasil, mais de 350 eventos de música improvisada e experimental, envolvendo cerca de 1000 artistas de todo o mundo. Ainda com o Mediterraneo Radicale, fundou laboratórios urbanos de improvisação radical em várias cidades italianas, recuperando e desenvolvendo a ideia de uma arte criativa multidisciplinar, englobando música contemporânea, dança, circo, artes visuais teatro.  

Colaborou com grandes personalidades do jazz em vários países europeus e sul-americanos trabalhando, tendo liderado várias orquestras, incluindo a Orquestra Mediterrâneo Radicale, a Orquestra de Improvisadores Torino-Milão e a EIO’ – Orquestra Europeia de Improvisadores. 

Rodrigo Pinheiro iniciou os estudos musicais aos cinco anos no conservatório da Covilhã, vindo mais tarde a aprofundá-los sob a orientação mentores como Carlos Zíngaro, Peter Kowald, Gunther Muller, Nuno Rebelo e Patrick Brennan. Reconhecido como um dos mais proeminentes músicos e pianistas na cena europeia da improvisação livre e do free Jazz, a sua carreira estende-se por mais de duas décadas marcada por colaborações significativas, designadamente no RED Trio, além de vários músicos de primeira plana como John Butcher, Axel Dörner, Mattias Ståhl, Nate Wooley, Joe McPhee, Thomas Lehn, Keir Neuringer, Lotte Anker e Peter Evans. Algumas das gravações foram consideradas entre os melhores álbuns de jazz do ano por publicações como The Wire, Público, New York City Jazz Record e Jazz.pt. 

A sua actividade estende-se também à composição para cinema e teatro. Atualmente, os seus projetos incluem o quinteto hyper.object, o trio Linae, o trio Cloud at Rest e um duo com Pedro Carneiro, além do trabalho a solo. Em 2022, fundou a Phonogram Unit, uma editora sediada em Lisboa que se dedica à promoção da música experimental, improvisada e eletroacústica. 

Local: Auditório da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa

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