Descrição do curso
“Partnering on the Wall” reúne 16 bailarinos profissionais internacionais, orientados por Magalie Lanriot e Roel Q. Seeber, para explorar o partnering em dança vertical. O trabalho combina pesquisa individual e processo criativo conjunto, focando a relação com a gravidade, a corda e a parede.
Os participantes irão desenvolver técnica, improvisação e sensibilidade ao contacto físico, promovendo confiança, consciência espacial e tomada de decisão espontânea. Cada dia alternará prática técnica e períodos de improvisação, criando um espaço de investigação onde técnica e criatividade se alimentam mutuamente.
MAGALIE LANRIOT é coreógrafa e intérprete de dança contemporânea e vertical.
Trabalha entre França e Portugal. Nos últimos anos, Magalie contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento da dança vertical em Portugal, assim como no panorama internacional.
O seu trabalho projeta uma linguagem coreográfica singular nesta área, com atenção particular à fisicalidade do movimento e à estrutura do corpo. Estabelece uma relação íntima com a arquitetura urbana e os espaços públicos, promovendo encontros entre os locais e os seus visitantes, especialmente em zonas onde a dança é pouco presente.
ROEL Q. SEEBER é bailarino, artista e professor, baseado em Oakland, com MFA em dança pela Universidade de Washington. Desde 2008 dedica-se à interpretação, ensino e investigação em dança vertical, principalmente com a companhia de dança vertical Bandaloop, na Bay Area, e como artista independente.
Dançou em edifícios, falésias e outras estruturas verticais de grande escala nos cinco continentes. Roel é considerado um dos bailarinos mais virtuosos da sua geração e desenvolveu a sua própria identidade artística, criando um conceito único de queda contra a parede, explorado com diferentes partes do corpo.
O DUO
Separados por quase dez mil quilómetros, Magalie Lanriot e Roel Q. Seeber encontraram-se há três anos em Londres, durante um encontro de dança vertical . Desde logo descobriram correspondências nas suas abordagens artísticas, consolidando semelhanças e complementando-se nas diferenças. Ambos abriram o espaço da improvisação e inspiraram largamente uma nova abordagem sensível e original da dança vertical.
Vindo ambos da dança contemporânea, possuem um vocabulário de movimento único, desenvolvido ao longo de anos de prática, com foco na qualidade do movimento, expressão emocional e narrativa nas performances.
A colaboração dos últimos anos permitiu criar novas expressões e técnicas para a dança vertical, conferindo ao duo uma projeção internacional e possibilitando a construção de uma ponte cultural entre diferentes comunidades na Europa e nos Estados Unidos